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Parece muito tempo. Estamos a menos de uma semana na Bolívia e muita coisa já aconteceu. Do aeroporto de Viro-Viro em Santa Cruz de La Sierra, visitamos a praca principal da cidade e nos deparamos com um protesto contra o presidente Evo Morales. Lá, exilados e torturados polìticos faziam uma greve de fome reivindicando indenizacao. Homens, assim como Cristo, estavam amarrados em cruzes de madeira chamando a atencao de todos que passavam pela Praca 24 de setembro, em fente ao quartel do exército. Escutamos várias histórias desses homens e registramos em vìdeo para nosso documentário.
De Santa Cruz de La Sierra, encaramos 12 horas de viagem para a cidade de Cochabamba. Em um ônibus sem banheiro e apenas uma parada durante todo o percurso. Um caminho cheio de curvas perigosas, mas com belas paisagens. Detalhe para uma falha no motor por cerca de meia hora, no meio da estrada quase de noite,proporcinando a nòs, míseros mochileiros, muita adrenalina e emocao.
Nossa noite de natal foi em Cochabamba. Sem preocupacao, pudemos sair tranquilos a noite sem nos preocupar com assaltos a mao armada. Tomamos uma Paceña (cerveja tìpica da Bolìvia) e comemos um pato duro de doer, porèm bastante saboroso, substituindo assim o peru de natal do nosso Brasil. Eu, Kleber e Luìz conversamos bastante sobre nossos pròximos passos nesse paìs que a cada dia nos transporta a sentimentos únicos.
Mais um dia em Cochabamba, e para melhor conhecer a cidade, andamos , andamos e andamos. O comércio é o grande forte nao só de Cochabamba, mas praticamente em toda Bolìvia. As cidades, parecem mais o mercado Sao José, 24 horas por dia ou a Dantas Barreto. Sao barracas, lojas , mercados públicos e o que puder se imaginar, em todo canto da cidade. Destaque para os precos, que convertidos em reais sai numa pechincha difìcil de acreditar. Cem pesos bolivianos, equivale a 25 reais acredita? O que dà para fazer com esse dinheiro? Bom, com 100 bolivianos pagamos 4 dias de hospedagem na cidade. Pode-se comprar uma bela cortina de tecido maravilhoso e bem tìpico daqui, roupas bem bacanas, relógios e por aí vai... É um verddeiro shopping ambulante. Destaque para as criancas daqui. Sao muito lindas e expressivas.Uma a cada esquina. Elas acompanham as maes durante todo dia na jornada de trabalho. Algumas ainda com cinco, seis anos, já falando como gente grande, vendendo mesmo. Nao se ver muito homens no comercio.
Ainda em Cochabamba, visitamos o Cristo de La Concordia, que è mais alto que o Cristo Redentor do Rio de Janeiro. Dois mil e seisentos mil metros de altitude. Lá, temos a visao de toda a cidade e do da lagoa Alalay, a principal de Cochabamba.
Nossa pròxima parada foi La Paz. Mais sete horas de viagem. Gostei muito dessa viagem. A paisagem da cordilheira realmente é incrível. Cada um foi numa janela para nao perder nenhum detalhe. Ao meu lado, viajou uma simpática cholita (mulher típica da Bolívia) com sua filha de apenas uma semana. Eu que adoro crianca, amei viajar ao lado dela e saber mais de sua història. Ana, como ela se chama, disse-me que sua filhinha ainda nao tinha nome. Fiquei curiosa para saber o por que , mais ela disse que isso era normal e essa decisao era tomada apenas depois de alguns meses junto com pai da menina, marido dela.
Sempre que podia, acomodava Ana da melhor maneira, mesmo nao sendo muito confortavel para mim, pois de minuto e minuto, a nenezinha chorava pedindo o peito da mae. As vezes me dava uma agonia danada... Sentia que a filhinha de Ana sugava todas as energias dela, mas ela tava là, se doando ao maximo para saciar sua niña querida... Grandes licoes. Conversamos bastante ainda, afinal foram sete horas, e chegando ao nosso destino, La Paz, de-lhe um regalo (presente), um brinco meu que logo no comeco da viagem ela havia comentado que gostou bastante. Peguei o endereco dela e perguntei se podia visita-la algum dia. Ela adorou a ideia e assim nos depedimos.
Chegando em La Paz, jà a noite, fomos procurar um hotel. Nos hospedamos no Hostal Jimenez, bem aconchegante. No dia seguinte, uma volta na cidade e muita coisa a ser observada. Gente demais circulando . O comèrcio fecha as 22h. Visitamos a igreja de Sao Francisco, que è muito bonita. Esculturas barrocas, mas com uma arquitetura diferenciada. Depois, fomos aos correios mandar uns postais e là na frente encontramos um cara super curioso. Ele fazia parte da secretaria de desportes boliviana e colhia assinaturas das pessoas que dizem sim, a pratica de esportes oficiais em La Paz, independente da altitude. -Nao somos marcianos.Todos temos direito a praticar esportes em sua regiao. Fizemos o registro em vìdeo deste homem. De là, visitamos a rua das bruxas com varias coisas curiosas. A noite, fomos a Casa de Peña, uma bela casa tradicional da Bolìvia. Dancei algumas musicas com alguns nativos e foi bem divertido. Kleber também dancou e foi bem engracado. Algumas musicas brasileiras, tambem fizeram parte do repertório. Sucessos de 1900 e bolinha sabe? Chitaozinho e Xororó com o seu Fio de Cabelo, Leandro e Leonardo e por aí vai... Sucessos daqui... Vai entender...

criado por amigosjornalistas
21:52:25
criado por amigosjornalistas
13:41:19
“Isso não é uma viagem, é uma expedição”, definiu assim minha queridíssima e sábia mãe, Maria Jesus, mais conhecida como Jesus (nome bem a calhar), ao definir nossa ida a Bolívia.
Grana, incentivo, idioma, licença no trabalho... Tudo isso atrelado ao pouco. Pense. Realmente, cheguei a acreditar que não conseguiríamos concretizar essa viagem. Kleber Monteiro, grande amigo meu, parceiro profissional e mochileiro de plantão, sempre me falava de suas aventuras nas férias. De como podemos nos dar o “luxo” de investir no nosso crescimento como pessoa, planejando e seguindo exatamente o que quer, pois as dificuldades, caro leitor, são muitas.
Apesar de tudo ter sido definido apenas duas semanas antes do dia D, quando finalmente compramos as passagens, há dois anos já conversávamos sobre a possibilidade de viajarmos juntos. Nossas caixas de e-mails, lotadas durante o período de decisão. Num dia tudo ia bem, no outro o sonho ia abaixo, seja por um motivo ou por outro.
A princípio, iríamos pela experiência de vida, mas inevitavelmente, nosso curso de graduação nos fez pensar mais. Fazemos jornalismo e a riqueza cultural e inusitada do país andino fez refletir em nós que poderíamos fazer muito mais que reparar nas diferenças dos povos. Então, concluímos que nesta “expedição” além dessas diferenças, focaremos principalmente, nos reais valores que nos tornam iguais como seres humanos .
Para mim, pessoalmente, tudo está sendo muito mágico. Diante da minha trajetória de vida com constantes esforços conjuntos para diblar as dificuldades, posso me considerar uma privilegiada. Nunca pensei que aos 22 anos faria minha primeira viagem internacional. Que antes de concluir meu curso, pudesse estar fazendo um trabalho de tamanho valor. Medo? Bom, não diria exatamente isso, mas, aquela sensação de, por exemplo, não ter idéia de como o meu corpo reagirá ao se deparar com mais de 4.000m de altura, é no mínimo uma mistura e aversão e instigação. No calorão do Nordeste que vivemos , fica até difícil imaginar, mas, pesquisar sobre o assunto vale a imaginação e isso muito foi feito entre um intervalo e outro dos meus estágios.
Projetos , projetos e projetos. Achar parceiros para unir sonhos, nem sempre é fácil... Um sonha uma coisa, outro, outra coisa e aí quando percebemos nada mais faz sentido. Foram muitas conversas ao telefone com Kleber que aproveitava as promoções de seu aparelho celular e sempre ligava para amiga lisa (essa que vos fala) que sempre estava sem crédito, mas, que ambos em suas poucas horas vagas, sempre se permitiu discutir idéias, trocar questionamentos, vivências, para assim nos contextualizarmos mais a cada dia para o destino que escolhemos: Bolívia.
A idéia inicial era apenas um blog. Mas, queríamos mais. Surgiu então a idéia de um documentário. Dois estudantes, que essencialmente pertence ao universo do impresso, arriscam ousar na percepção através de uma câmara, sempre em movimento. Um Q de amadorismo, mas com pretensões altamente profissionais. Desse documentário, faremos um livro reportagem e assim nos colocaremos no mercado através da concretização deste destino. Impossível? Claro que não. Mesmo sem saber o que há no outro lado da caverna, é na trajetória até lá que encontraremos as respostas.
É assim que procuro encarar a vida, o mundo, as pessoas, a profissão que escolhi. E é com grande satisfação que também estão inclusos nesse projeto inicial, outro grande amigo, também estudante de jornalismo e grande conhecedor do universo áudio-visual, Ronilson Araújo, que infelizmente não embarcará conosco fisicamente, mas já nos dá os direcionamentos técnicos de como explorar as imagens. E por fim, não menos importante, Luiz Neto, que aderindo à causa maior, topou ser os nossos olhos (na verdade os seus) nesta aventura que será fascinante para todos nós, os amigos jornalistas. 

criado por amigosjornalistas
22:37:12

criado por amigosjornalistas
06:12:49A medida que os estudantes de jornalismo, Daniella Almeida e Kleber Monteiro embarcam numa aventura mochileira pelo país andino, será possível perceber que além do esteriótipo de pobreza, tráfico, greves ou perigo, existe um povo de cultura milenar, berço de grandes civilizações indígenas, capaz de perpetuar suas raízes e transformar em destino, o que muitos consideram uma mera passagem. A partir de 23 de dezembro de 2007, sob as as lentes de Luíz Neto e a direção de Ronilson Araújo, mergulharemos em outra realidade. O impulso explorador nos leva nesse caminho de descobertas e nos remete a perceber, não as diferenças, mas os valores universais da espécie humana. Por que Bolívia? Acompanhe nosso blog e descubra a resposta! Hasta la vista!!!


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18:13:22