Destino: Bolívia

Viver o mais plenamente possível a busca pelo conhecimento e a descoberta de histórias que nos remeta a perceber, não as diferenças, mas os valores universais da espécie humana.

Destino: Bolívia

Viver o mais plenamente possível a busca pelo conhecimento e a descoberta de histórias que nos remeta a perceber, não as diferenças, mas os valores universais da espécie humana.
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Terra Blog

09.01.08

conflitos_Kleber Monteiro

Ontem ficamos presos em Copacabana (povoado às margens do lago Titicaca). Nenhum ônibus entrava ou saía do lugar por causa de um protesto que bloqueou todas as estradas. Encontramos até um grupo de brasileiros que alugaram um taxi para vir de La Paz a Copacabana e, no caminho, quase foram apedrejados pela turba.

O pior de tudo é que andamos com nossas mochilas por quase toda a cidade em busca de um hotel e a resposta era sempre a mesma: No hay habitaciones. Em um deles, chegamos a nos acomodar por apenas 10 minutos, pois, logo depois nos expulsaram com a desculpa de que já estava reservado para outra pessoa.

Chegamos a conclusao que os donos de hotéis estavam esperando a situaçao piorar para aumentar os preços. Felizmente os bloqueios foram retirados e, finalmente seguimos para La Paz.

05.01.08

Daniella Almeida_ Neve

Chacaltaya, a estacao de esqui mais alta do mundo, na Bolívia, foi uma experiencia única. Cinco mil trezentos e noventa e cinco metros de altura. Consegui chegar ao cume e foi fantástico. Lá, você esquece do mundo e sente a total liberdade em seu ser. Em seu topo, neve. Primeira vez vista e uma triste constatacao: A estacao de Chacaltaya nao mais funciona devido ao caliamento global pois sua neve hoje é insuficiente para esqui.

 

Depois de uma hora subindo entre pedras e gelo, quase desistindo devido ao ar que me faltava absurdamente, cheguei ao topo maximo. Sensacao para nao mais esquecer .... realmente lembrarei sempre...  Até o esqui-bunda rolou... Inesquecível...

observacao

Quem esta acompanhando nosso blog, deve estar pecerbendo que em nossos textos andam faltando alguns acentos. Diante disto, esclarecemos que isso esta acontecendo devido a configuracao de alguns computadores que estamos usando no decorrer de nossa viagem. Eles nao possuem alguns sinais de pontuacao que utilizamos aí no Brasil, como cedilha , til e por ai vai, devido a lingua local ser o espanhol.

Entoces , gracias la todos pela compreensión!

Hasta la vista! 

Kleber_Resuminho

Depois de 14 dias de viagem e seis cidades visitadas entre a Bolívia e o Peru, finalmente chegaremos (amanha) a Machu Pichu, a cidade perdida dos Incas. Apesar do prazer de fazer uma viagem tao diferente, com a mochila nas costas sem saber direito o que vamos encontrar pela frente, o nosso principal intuito é o documentário que estamos preparando sobre esses dois países. Podemos resumir nisso nossa viagem: trabalho, estresse e prazer.

Passamos por imprevistos como ônibus quebrados, (detalhe, os ônibus que circulam pela Bolívia além de serem uma sucata, nao possuem banheiro), gente mala que encontramos no caminho, atraso de três dias para conseguir chegar em Machu Pichu, etc.

Por outro lado as coisas boas superaram tudo isso. Fizemos bons amigos e nosso documentário está ficando melhor do que imaginávamos. Quanto aos imprevistos, estes fazem parte de qualquer viagem, principalmente quando se trata de países com culturas tao distintas da nossa como a Bolivia e Peru.

29.12.07

Daniella Almeida_Resumao

Parece muito tempo. Estamos a menos de uma semana na Bolívia e muita coisa já aconteceu. Do aeroporto de Viro-Viro em Santa Cruz de La Sierra, visitamos a praca principal da cidade e nos deparamos com um protesto contra o presidente Evo Morales. Lá, exilados e torturados polìticos faziam uma greve de fome reivindicando indenizacao. Homens, assim como Cristo, estavam amarrados em cruzes de madeira chamando a atencao de todos que passavam pela Praca 24 de setembro,  em fente ao quartel do exército. Escutamos várias histórias desses homens e registramos em vìdeo para nosso documentário. 

De Santa Cruz de La Sierra, encaramos 12 horas de viagem para a cidade de Cochabamba. Em um ônibus sem banheiro e apenas uma parada durante todo o percurso. Um caminho cheio de curvas perigosas, mas com belas paisagens. Detalhe para uma falha no motor por cerca de meia hora, no meio da estrada quase de noite,proporcinando a nòs, míseros mochileiros, muita adrenalina e emocao. 

 

Nossa noite de natal foi em Cochabamba. Sem preocupacao, pudemos sair tranquilos a noite sem nos preocupar com assaltos a mao armada. Tomamos uma Paceña (cerveja tìpica da Bolìvia) e comemos um pato duro de doer, porèm bastante saboroso, substituindo assim o peru de natal do nosso Brasil. Eu, Kleber e Luìz conversamos bastante sobre nossos pròximos passos nesse paìs que a cada dia nos transporta a sentimentos únicos. 

 

Mais um dia em Cochabamba, e para melhor conhecer a cidade, andamos , andamos e andamos. O comércio é o grande forte nao só de Cochabamba, mas praticamente em toda Bolìvia. As cidades, parecem mais o mercado Sao José, 24 horas por dia ou a Dantas Barreto. Sao barracas, lojas , mercados públicos e o que puder se imaginar, em todo canto da cidade. Destaque para os precos, que convertidos em reais sai numa pechincha  difìcil de acreditar. Cem pesos bolivianos, equivale a 25 reais acredita? O que dà para fazer com esse dinheiro? Bom, com 100 bolivianos pagamos 4 dias de hospedagem na cidade. Pode-se comprar uma bela cortina de tecido maravilhoso e bem tìpico daqui, roupas bem bacanas, relógios e por aí vai... É um verddeiro shopping ambulante. Destaque para as criancas daqui. Sao muito lindas e expressivas.Uma a cada esquina. Elas acompanham as maes durante todo  dia na jornada de trabalho. Algumas ainda com cinco, seis anos, já falando como gente grande, vendendo mesmo. Nao se ver muito homens no comercio.  

Ainda em Cochabamba, visitamos o Cristo de La Concordia, que è mais alto que o Cristo Redentor do Rio de Janeiro. Dois mil e seisentos mil metros de altitude. Lá, temos a visao de toda a cidade e do da lagoa Alalay, a principal de Cochabamba.

Nossa pròxima parada foi La Paz. Mais sete horas de viagem. Gostei muito dessa viagem. A paisagem da cordilheira realmente é incrível. Cada um foi numa janela para nao perder nenhum detalhe. Ao meu lado, viajou uma simpática cholita (mulher típica da Bolívia) com sua filha de apenas uma semana. Eu que adoro crianca, amei viajar ao lado dela e saber mais de sua història.  Ana, como ela se chama, disse-me que sua filhinha ainda nao tinha nome. Fiquei curiosa para saber o por que , mais ela disse que isso era normal e essa decisao era tomada apenas depois de alguns meses junto com pai da menina, marido dela.

Sempre que podia, acomodava Ana da melhor maneira, mesmo nao sendo muito confortavel para mim, pois de minuto e minuto, a nenezinha chorava pedindo o peito da mae. As vezes me dava uma agonia danada... Sentia que a filhinha de Ana sugava todas as energias dela, mas ela tava là, se doando ao maximo para saciar sua niña querida... Grandes licoes. Conversamos bastante ainda, afinal foram sete horas, e chegando ao nosso destino, La Paz, de-lhe um regalo (presente), um brinco meu que logo no comeco da viagem ela havia comentado que gostou bastante. Peguei o endereco dela e perguntei se podia visita-la algum dia. Ela adorou a ideia e assim nos depedimos.

 

Chegando em La Paz, jà a noite, fomos procurar um hotel. Nos hospedamos no Hostal Jimenez, bem aconchegante. No dia seguinte, uma volta na cidade e muita coisa a ser observada. Gente demais circulando . O comèrcio fecha as 22h. Visitamos a igreja de Sao Francisco, que è muito bonita. Esculturas barrocas, mas com uma arquitetura diferenciada. Depois, fomos aos correios mandar uns postais e là na frente encontramos um cara super curioso. Ele fazia parte da secretaria de desportes boliviana e colhia assinaturas das pessoas que dizem sim, a pratica de esportes oficiais em La Paz, independente da altitude. -Nao somos marcianos.Todos temos direito a praticar esportes em sua regiao. Fizemos o registro em vìdeo deste homem. De là, visitamos a rua das bruxas com varias coisas curiosas. A noite, fomos a Casa de Peña, uma bela casa tradicional da Bolìvia. Dancei algumas musicas com alguns nativos e foi bem divertido. Kleber também dancou e foi bem engracado. Algumas musicas brasileiras, tambem fizeram parte do repertório. Sucessos de 1900 e bolinha sabe? Chitaozinho e Xororó com o seu Fio de Cabelo, Leandro e Leonardo e por aí vai... Sucessos daqui... Vai entender...